O que fazer quando as cartas do Tarô parecem confusas
- Mariana Steiner
- 31 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Como lidar com leituras pouco claras sem forçar respostas no Tarô.

Em algum momento, toda pessoa que lê Tarô já passou por isso:
as cartas saem, mas a mensagem parece confusa, contraditória ou difícil de organizar.
Isso não significa que você leu errado, que o Tarô não respondeu ou que você não tem capacidade para interpretar.
Na maioria das vezes, a confusão aponta para algo mais simples: o contexto ainda não está claro, ou o momento pede pausa, não conclusão imediata.
1. Verifique a pergunta antes de questionar as cartas
Quando a leitura fica confusa, o primeiro passo é voltar à pergunta.
Perguntas muito amplas, vagas ou feitas com pressa costumam gerar interpretações difíceis.
Se você não sabe exatamente o que quer entender, o Tarô também não terá um foco claro para responder.
Antes de tirar as cartas, vale se perguntar:
“O que, exatamente, eu estou tentando compreender aqui?”
Muitas vezes, ajustar a pergunta já traz mais clareza do que abrir outra tiragem.
2. Observe o conjunto, não cada carta isolada
Outra causa comum de confusão é tentar interpretar cada carta separadamente, como se fossem respostas independentes.
O Tarô funciona como uma narrativa simbólica.
As cartas se complementam, se tensionam e se explicam entre si.
Quando a leitura parece confusa, experimente observar:
qual é o tom geral do jogo;
quais cartas conversam entre si;
se existe um tema que se repete, mesmo que de formas diferentes.
Muitas vezes, a clareza aparece quando você olha para o todo.
3. Nem toda leitura pede uma resposta imediata
Existem momentos em que a situação ainda está em movimento.
Nesses casos, o Tarô mostra fragmentos, tensões ou possibilidades, mas não uma resposta fechada.
Cartas que indicam pausa, dúvida ou transição costumam aparecer quando o próprio processo ainda não se definiu.
Forçar uma conclusão nesses momentos tende a gerar mais confusão.
Às vezes, a melhor atitude é aceitar que aquela leitura está mostrando exatamente isso:
ainda não é hora de concluir.
4. Evite tirar muitas cartas para “esclarecer”
Quando algo não fica claro, é comum cair na tentação de tirar mais cartas, tentando “destravar” a leitura.
Mas isso, muitas vezes, só aumenta a confusão.
Mais cartas não significam mais clareza.
Se a mensagem não se organiza, o problema não é quantidade, é foco.
O ideal é parar, respirar, anotar o que foi percebido e retomar a leitura em outro momento, se necessário.
5. Considere o seu próprio estado emocional
Leituras confusas também podem refletir o estado interno de quem lê.
Cansaço, ansiedade, expectativa excessiva ou envolvimento emocional costumam embaralhar a interpretação.
Nesses casos, não são as Cartas que estão confusas.
Reconhecer isso já ajuda a reduzir a pressão de acertar a leitura a qualquer custo.
6. Confusão também é uma resposta
Nem sempre o Tarô responde com clareza imediata.
Às vezes, a resposta é justamente mostrar que a situação não está madura, que existem informações faltando ou que a pessoa ainda não está pronta para enxergar tudo.
Quando você encara a confusão como parte da mensagem, e não como falha, a leitura se torna mais honesta e útil.
Quando as cartas parecem confusas, o mais importante é não forçar o sentido.
Rever a pergunta, observar o conjunto, respeitar o tempo do processo e o seu próprio estado interno costuma trazer mais clareza do que insistir.
O Tarô acompanha processos e, alguns deles pedem pausa, reflexão e tempo.
Quer aprender tarô de forma clara e estruturada:





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