Qual o limite da independência?


Até que ponto podemos depender ou não de alguém?


Ao falarmos de independência estamos nos referindo (muitas vezes) a podermos fazer o que quisermos, mas até onde isso é saudável?


Depender de alguém pode ser algo desagradável, que faz com que nos sintamos aprisionados e sufocados. Quando somos crianças é normal termos que depender dos nossos pais, por exemplo, quando somos bebês dependemos do outro para tudo, até chegarmos numa fase em que estamos aptos para cuidar de nós mesmos. A dependência torna-se prejudicial quando queremos que o outro continue cuidando de nós mesmo quando já podemos fazer isso, na maioridade.


Por outro lado, temos a independência – que muitos inclusive gostariam de adquiri-la antes de conquistar a maioridade. (Claro que existem casos que por causa de diversas circunstâncias exigem que a pessoa se torne independente prematuramente). Mas será que é possível ser totalmente independente, sem precisar de ninguém¿ Se pensarmos na independência em seu extremo, entramos num significado de não depender de ninguém para nada e, para isso, por exemplo, eu teria que captar minha eletricidade (para não depender da companhia de luz) ou viver sem ela; teria que plantar minha comida (para não depender das pessoas que plantam e colhem e das que levam esse alimento até o supermercado, dentre outras que estão nesse processo) – lembrando que estou sendo bem extremista.


Depender dos outros dessa forma é o que chamamos de interdependência. Podemos ser independentes para diversas coisas como: escolhermos onde morar, qual profissão ter, como cuido da minha saúde etc. Mas, para termos, por exemplo, um celular, educação e eletricidade temos que reconhecer que dependemos de outras pessoas. Além disso, temos a interdependência comportamental, que é aquele velho ensinamento: “A minha liberdade termina onde começa a do outro”. E é por isso, que temos leis e regras sociais e éticas. Para vivermos bem em comunidade/sociedade é necessário que tenhamos noção das regras de convivência e, por isso, podemos dizer que independência não é fazer tudo o que eu quero, a hora que eu quero, onde eu quero, mas sim, ter a habilidade de cuidar de si.


A consciência de interdependência é algo muito maior. Hoje, em 2021, vemos isso claramente: a minha saúde depende da atitude do outro (e da minha).

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