O que o Tarô pode ensinar sobre paciência e processo
- Mariana Steiner
- 7 de jan.
- 2 min de leitura
Como as cartas do Tarô ajudam a entender o tempo das coisas sem cair na pressa ou na desistência.

Uma das maiores fontes de sofrimento hoje é a pressa.
Pressa de resolver, de decidir, de ver resultado, de “passar de fase”.
O Tarô, por trabalhar com símbolos e processos internos, costuma lembrar algo que a gente não gosta de ouvir: algumas coisas não se resolvem à força, e sim com tempo, maturação e ajustes ao longo do caminho.
Paciência, aqui, não é passividade.
É saber sustentar um processo sem tentar controlar cada etapa.
Paciência no Tarô não é “esperar sem fazer nada”
Quando falamos em paciência, muita gente imagina ficar parado, sem ação.
Mas o Tarô mostra outra visão: paciência como constância com consciência.
Cartas como 7 de Ouros e 8 de Ouros representam bem isso:
o 7 de Ouros fala de avaliar, esperar o tempo do desenvolvimento e ajustar expectativas;
o 8 de Ouros fala de continuidade, prática e aperfeiçoamento.
Ou seja: não é sobre parar, é sobre não apressar o que ainda está sendo construído.
Cartas que lembram que processo existe
Algumas cartas aparecem justamente quando a pessoa quer pular etapas.
A Temperança: equilíbrio, ritmo, integração.
O Dependurado: pausa para mudar perspectiva e não insistir no impulso.
4 de Espadas: descanso e reorganização antes de seguir.
A Lua: incerteza que pede observação e tempo, não resposta imediata.
Essas cartas não “bloqueiam” a pessoa.
Elas mostram que o avanço real exige uma etapa anterior: compreensão, ajuste ou descanso.
Quando a pressa vira ansiedade, o Tarô mostra
Muitas leituras ficam repetitivas porque o consulente pergunta várias vezes a mesma coisa, esperando que o cenário mude rapidamente.
Nesses casos, o Tarô tende a repetir mensagens ou trazer cartas que indicam pausa.
Não como bronca, mas como orientação:
o processo está em andamento, e insistir na mesma pergunta só aumenta desgaste.
Aqui entra um dilema útil para reflexão:
você está perguntando de novo porque quer clareza ou porque quer alívio imediato?
Processo também é aprender a lidar com o “meio do caminho”
A parte mais difícil de qualquer processo não é o começo nem o fim.
É o meio.
O Tarô ensina a reconhecer esse “meio” quando aparecem cartas de transição, como:
6 de Espadas: deslocamento gradual;
2 de Bastões: planejamento antes do salto;
8 de Copas: perceber que algo não nutre mais, mas ainda não ter o novo definido.
Essas cartas mostram uma verdade simples:
nem sempre você está atrasado, às vezes, você está exatamente na fase que precisa estar.
O Tarô ensina que paciência não é “aguentar calado” e nem “esperar a vida decidir”.
É aprender a respeitar o tempo das coisas, sustentar o que está sendo construído e agir no ritmo certo.
Quando a pessoa entende o processo, ela para de viver como se tudo tivesse que ser resolvido agora.
E começa a fazer escolhas mais conscientes:
o que vale insistir, o que precisa de tempo, e o que já está pedindo ajuste.
No fim, a pergunta que fica é:
você quer resultado rápido ou quer algo que se sustente ao longo do tempo?
Quer aprender tarô de forma clara e estruturada:





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