Quando é hora de mudar o método ou a tiragem que você usa com o Tarô
- Mariana Steiner
- há 5 dias
- 3 min de leitura
Sinais de que sua leitura com o tarô está pedindo mais estrutura

Muita gente se prende a uma tiragem “padrão” e tenta usá-la para tudo.
E, em parte, isso é normal: repetir um método ajuda a aprender, ganhar segurança e criar consistência.
Mas chega um ponto em que a própria leitura começa a pedir ajustes.
Não porque você “está fazendo errado”, e sim porque a pergunta busca uma resposta especifica, o nível de profundidade mudou, ou a situação exige outra forma de organização.
Saber quando mudar a tiragem é uma habilidade que melhora muito a qualidade do Tarô.
1. Quando a leitura fica repetitiva e não avança
Se você percebe que está tirando cartas e a mensagem parece sempre a mesma, pode ser sinal de que:
a pergunta está ampla demais, ou
a tiragem não está ajudando a organizar a resposta.
Às vezes, a mesma tiragem está mostrando sempre “energia geral”, mas você precisa de algo mais específico, como: momento atual, desafio e conselho.
Mudar o método aqui não é trocar o Tarô, é trocar a forma de perguntar e organizar a leitura.
2. Quando a pergunta tem “duas perguntas dentro dela”
Algumas dúvidas são, na verdade, duas ao mesmo tempo:
“Devo continuar nesse trabalho ou buscar outra coisa?”
“Eu invisto nessa relação ou me afasto?”
Uma tiragem simples pode misturar tudo e ficar confusa.
Nesses casos, vale trocar por um método que separe os caminhos, como:
Caminho A / Caminho B
Prós e contras de cada opção
O que ganho / o que perco / o que preciso considerar (em cada uma das opções)
Se a tiragem não separa as partes, a leitura fica embaralhada.
3. Quando você está lendo para mais de uma pessoa envolvida
Em leituras de relacionamento, família ou parceria, é comum a dúvida:
“Isso está falando de mim ou do outro?”
Uma forma prática de evitar confusão é usar uma tiragem com posições definidas, por exemplo:
Consulente na situação
Outra pessoa na situação
Energia dos dois juntos
Quando você começa a se perder em quem é quem, é um sinal claro de que está faltando estrutura e mudar a tiragem resolve isso.
(Inclusive temos um vídeo falando exatamente sobre isso)
4. Quando o método não combina com seu objetivo
Tem dia que a pessoa quer clareza rápida.
Tem dia que precisa aprofundar.
E tem dia que só precisa organizar a mente.
Se você usa uma tiragem muito longa quando precisa de objetividade, a leitura fica confusa.
Se usa uma tiragem muito curta quando a situação é complexa, fica superficial.
Um dilema útil aqui é:
você quer uma leitura rápida para se orientar, ou quer uma leitura mais completa para entender o processo?
O método precisa servir ao objetivo, não o contrário.
5. Quando você sente que está “forçando sentido”
Um bom sinal de que a tiragem não está funcionando é quando você começa a encaixar interpretações com esforço demais.
Isso costuma acontecer quando:
há cartas demais para a pergunta,
não existem posições claras,
ou a pergunta é vaga.
Nessas horas, o melhor é simplificar:
voltar para uma tiragem menor, com posições definidas, e refazer a pergunta com mais clareza.
6. Uma dica prática: mesmo tiragens simples precisam de função
Mesmo em tiragens pequenas, é muito útil definir o papel de cada carta.
Por exemplo:
Carta 1: momento atual
Carta 2: desafio
Carta 3: conselho
Isso evita leituras soltas e torna a mensagem mais aplicável.
Mudar a tiragem não é sinal de insegurança, muitas vezes é sinal de maturidade.
Quando você percebe que o método não está ajudando a organizar a mensagem, é hora de ajustar.
A pergunta, o contexto e o objetivo da leitura devem guiar a escolha da tiragem.
E quanto mais consciente você fica desse processo, mais claro o Tarô se torna.
Quer aprender tarô de forma clara e estruturada:





Comentários