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Quando é hora de mudar o método ou a tiragem que você usa com o Tarô

Sinais de que sua leitura com o tarô está pedindo mais estrutura


uma mesa com cartas de tarô no canto esquerdo e acima velas

Muita gente se prende a uma tiragem “padrão” e tenta usá-la para tudo.


E, em parte, isso é normal: repetir um método ajuda a aprender, ganhar segurança e criar consistência.


Mas chega um ponto em que a própria leitura começa a pedir ajustes.


Não porque você “está fazendo errado”, e sim porque a pergunta busca uma resposta especifica, o nível de profundidade mudou, ou a situação exige outra forma de organização.


Saber quando mudar a tiragem é uma habilidade que melhora muito a qualidade do Tarô.



1. Quando a leitura fica repetitiva e não avança


Se você percebe que está tirando cartas e a mensagem parece sempre a mesma, pode ser sinal de que:

  • a pergunta está ampla demais, ou

  • a tiragem não está ajudando a organizar a resposta.


Às vezes, a mesma tiragem está mostrando sempre “energia geral”, mas você precisa de algo mais específico, como: momento atual, desafio e conselho.


Mudar o método aqui não é trocar o Tarô, é trocar a forma de perguntar e organizar a leitura.



2. Quando a pergunta tem “duas perguntas dentro dela”


Algumas dúvidas são, na verdade, duas ao mesmo tempo:

“Devo continuar nesse trabalho ou buscar outra coisa?”

“Eu invisto nessa relação ou me afasto?”


Uma tiragem simples pode misturar tudo e ficar confusa.


Nesses casos, vale trocar por um método que separe os caminhos, como:

  • Caminho A / Caminho B

  • Prós e contras de cada opção

  • O que ganho / o que perco / o que preciso considerar (em cada uma das opções)


Se a tiragem não separa as partes, a leitura fica embaralhada.



3. Quando você está lendo para mais de uma pessoa envolvida


Em leituras de relacionamento, família ou parceria, é comum a dúvida:

“Isso está falando de mim ou do outro?”


Uma forma prática de evitar confusão é usar uma tiragem com posições definidas, por exemplo:

  • Consulente na situação

  • Outra pessoa na situação

  • Energia dos dois juntos


Quando você começa a se perder em quem é quem, é um sinal claro de que está faltando estrutura e mudar a tiragem resolve isso.


(Inclusive temos um vídeo falando exatamente sobre isso)



4. Quando o método não combina com seu objetivo


Tem dia que a pessoa quer clareza rápida.


Tem dia que precisa aprofundar.


E tem dia que só precisa organizar a mente.


Se você usa uma tiragem muito longa quando precisa de objetividade, a leitura fica confusa.


Se usa uma tiragem muito curta quando a situação é complexa, fica superficial.


Um dilema útil aqui é:

você quer uma leitura rápida para se orientar, ou quer uma leitura mais completa para entender o processo?


O método precisa servir ao objetivo, não o contrário.



5. Quando você sente que está “forçando sentido”


Um bom sinal de que a tiragem não está funcionando é quando você começa a encaixar interpretações com esforço demais.


Isso costuma acontecer quando:

  • há cartas demais para a pergunta,

  • não existem posições claras,

  • ou a pergunta é vaga.


Nessas horas, o melhor é simplificar:

voltar para uma tiragem menor, com posições definidas, e refazer a pergunta com mais clareza.



6. Uma dica prática: mesmo tiragens simples precisam de função


Mesmo em tiragens pequenas, é muito útil definir o papel de cada carta.


Por exemplo:

  • Carta 1: momento atual

  • Carta 2: desafio

  • Carta 3: conselho


Isso evita leituras soltas e torna a mensagem mais aplicável.



Mudar a tiragem não é sinal de insegurança, muitas vezes é sinal de maturidade.


Quando você percebe que o método não está ajudando a organizar a mensagem, é hora de ajustar.


A pergunta, o contexto e o objetivo da leitura devem guiar a escolha da tiragem.


E quanto mais consciente você fica desse processo, mais claro o Tarô se torna.


Quer aprender tarô de forma clara e estruturada:

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